Jim Carrey: depressão e arte em minidocumentário viral


 


O ator Jim Carrey é conhecido por interpretar alguns dos filmes de comédia mais icônicos do mundo cinematográfico, como Debi & Loide, O Máskara e Ace-Ventura. Mas faz alguns anos que o artista vem compartilhando camadas mais pessoais de si mesmo com o público, principalmente no que diz respeito à sua jornada gradual para lidar com a depressão – doença que atinge mais de 300 milhões de pessoa no mundo de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Foi em 2004 que Carrey veio a público pela primeira vez para falar sobre seu diagnóstico, durante uma entrevista à rede de TV norte-americana CBS News. Nela, ele definiu a depressão como uma doença de fases difíceis, mas também amenas, “com picos e vales, mas eles são sempre cavados e suavizados para que você sinta um permanente desespero e fique sem respostas, mesmo que viva bem”.

Sua última série de papéis principais aconteceu entre 2013 e 2014, com os lançamentos de ” O Incrível Mágico Burt Wonderstone”, “Kick-Ass 2” e “Debi & Loide 2 “, que, infelizmente, falharam em agradar críticos e também decepcionaram nas bilheterias. Embora Jim Carrey tenha estrelado um papel coadjuvante em “Amores Canibais”, que estrou em 2016, ele rejeitou todas as oportunidades de promoção para divulgar o filme.

Em 2017, o ator retornou com o minidocumentário de seis minutos “I needed color”, que foi enviado para a plataforma Vimeo e, recentemente, se tornou viral, acumulando mais de dois milhões de visualizações. Nele é possível ver Jim Carrey mais centrado e equilibrado, trabalhando arduamente em seu estúdio artístico depois de seis anos utilizando a arte como recurso para, em suas palavras, “curar um coração partido” e acabou produzindo belíssimas obras.

“Eu não sei o que a pintura me ensina”, aponta Carrey durante o documentário. “Eu só sei que ela me liberta – fico livre do futuro, livre do passado, livre do arrependimento, livre de preocupações”, completa.

Ainda segundo o ator, uma das questões mais intrigantes a respeito de entregar-se à arte é também iniciar uma intensa jornada de autoconhecimento.

“Você nunca sabe realmente o que uma escultura ou pintura significa totalmente, você acha que sabe”, aponta. “Na maioria das vezes, eu começo com um plano e, um ano depois, percebo o que a pintura estava me dizendo e que era algo que eu precisava saber sobre mim”, revela.

Para Carrey, a arte apresenta um ponto em comum, seja ela manifestada com performances, pinturas ou esculturas. “É o amor. Nós queremos nos mostrar e sermos aceitos”, pondera. “Eu amo estar vivo e a arte é prova disso”.

Confira o vídeo na íntegra no link (sem legendas): https://vimeo.com/226379658

Angélica Calheiros, colaboradora do Blog do CVV


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