Massagem cardíaca

By Leila Maria - janeiro 16, 2017




Procedimento simples, que não exige mais a respiração boca a boca, pode ser ensinado a crianças a partir dos 9 -10 anos. Médico do HCor fala sobre as manobras que evitam a morte por parada cardíaca. Assim como é difícil encontrar alguém que não saiba andar de bicicleta, seria ideal que a mesma condição valesse para a massagem cardíaca (procedimento de primeiros socorros usados em casos de parada que costuma salvar vidas). "A manobra é simples até crianças, na faixa dos 9 -10 anos, aprendem a fazer, principalmente em outros países. No Brasil, precisamos de mais programas para educar a população leiga", defende o cardiologista Hélio Penna, do HCor- Hospital do Coração, em São Paulo.

Estimativa do Ministério da Saúde traz dado preocupante: o número de atendimentos relacionados a infartos no SUS subiu 70% de 2000 a 2009, indo de 40.143 para 68.538. "Neste tipo de ocorrência, se a vítima não receber ajuda em até oito minutos, a chance de sobreviver não passa de 15%. Por outro lado, ao receber a massagem, a chance aumenta para quase 50% até a chegada da equipe de socorro", destaca.

Para simplificar a vida da população leiga, em 2010, a Associação Americana do Coração divulgou novas diretrizes para a RCP (Reanimação Cardiopulmonar). Não é mais necessário incluir a respiração boca a boca - procedimento que nem todas as pessoas gostam de fazer, ainda mais em desconhecidos.

Segundo o cardiologista, pesquisas apontaram que os índices de sucesso da massagem são tão eficientes quanto do procedimento com a respiração boca a boca e ainda há outra vantagem, ganha-se mais tempo. "É uma forma de manter o ritmo cardíaco, não deixar que ele seja zerado - situação irreversível na hora em que o socorro médico chegar. O leigo se dedica a fazer uma massagem da forma mais correta possível e não se distrai ao se preocupar também com o boca a boca."

Mas quais os efeitos da RCP no organismo? Os movimentos, esclarece o Dr. Hélio, servem para retomar a circulação sanguínea e garantir que o oxigênio esteja indo do coração ao cérebro, situação que é interrompida quando o órgão para. "Essa falta de oxigênio pode causar sequelas graves no paciente, como problemas ao falar, andar, por exemplo ", explica.

Veja como fazer a massagem cardíaca para a reanimação cardiopulmonar:

- 1º Passo: Certifique-se de que o lugar seja seguro para você e para fazer o atendimento.

- 2º Passo: Confirme o nível de consciência da vítima, veja se está acordada e questione se está bem.

- 3º Passo: Peça imediatamente ajuda. Os serviços de emergência e locais públicos possuem o DEA (Desfibrilador Externo Automático), que poderá ser usado.

- 4º Passo: Veja se a pessoa tem algum sinal de vida, se respira. Recline a cabeça dela, levantando levemente o queixo para cima. Chegue próximo ao rosto e sinta se há respiração, mesmo que espaçada. Se não houver, comece a "massagem cardíaca".

- 5º Passo: Conhecida no termo médico como compressão torácica, a "massagem cardíaca" deve ser realizada no meio do peito (entre os dois mamilos), com o movimento das mãos entrelaçadas (uma em cima da outra) sob braços retos, que devem fazer ao menos cem movimentos de compressão por minuto, de forma rápida e forte. Para saber o tempo certo a cada procedimento, use o compasso da música "Stayin`Alive", sucesso do grupo Bee Gees, nos anos 70, clássico do filme "Embalos de Sábado À Noite", com John Travolta.

O Dr. Helio ainda dá uma dica: "Não espere mais de dez segundos para começar a compressão e faça até o resgate chegar, sem qualquer interrupção. Como pode exigir esforço físico, poderá revezar com outra pessoa, mas mantendo o ritmo". Na literatura médica, há casos em que pacientes receberam massagem por 40 minutos e conseguiram sobreviver. "Isso prova como a ajuda das pessoas leigas pode ser essencial para salvar vidas", finaliza.


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