Adoção é doação, um ato de amor

By Leila Maria - fevereiro 05, 2016

Para cada criança na fila de adoção há seis famílias interessadas

Maioria prefere bebês, e 87,42% das crianças aptas a serem adotadas têm mais de cinco anos. Mais: 26,33% dos futuros pais adotivos só aceitam crianças brancas

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E adoção é doação. É amor. Simples.
É o amor que move o desejo de adotar, que dá a certeza de que aquela criança precisa de você, que dá paciência para aguardar as decisões jurídicas e promove este encontro que é para toda a vida. 



Vamos conhecer, então, a história de Eliana e Francisco, o encontro com Vinícius e a formação dessa nova família.
As tentativas
"Casei com 18 anos e nunca tomei anticoncepcional. Queria engravidar logo. Um ano depois, sem conseguir, resolvi procurar os médicos e os exames começaram. Desde ultra-som para ver se o útero estava normal a dosagens hormonais, enfim, exames em geral. Para meu marido foi indicado o exame de espermograma. Nada detectado. Os médicos diziam que era só ansiedade. Os anos foram passando e nós não desistíamos. Trocávamos de médicos; fazíamos todos os exames e nada. Durante esse período tomei muitos hormônios para aumentar a ovulação e as chances de engravidar. Nada dava certo. Engordei 8 quilos; vivia frustrada porque não conseguia engravidar e ainda tinha a cobrança da família e dos amigos".
Ansiedade
"Cheguei a montar um enxoval completo. Cada exame que fazia achava que iria engravidar. O tratamento é tão desgastante, financeiramente e emocionalmente, que algumas vezes pensávamos em parar com tudo. Chegávamos a pensar que estávamos perdendo tempo, mas continuávamos atrás de médicos e exames. Isso durou 10 anos. Fiz indução de ovulação, inseminação artificial e uma tentativa de fertilização in vitro. Tudo sem sucesso. E os médicos diziam que não havia motivo aparente para que a gravidez não acontecesse".
A decisão
"Frustrada e totalmente desgastada com tantas tentativas sem sucesso, eu e meu marido falamos em adoção. Quando éramos namorados já havíamos pensado no assunto, mas pensei em adotar depois que tivesse gerado meu filho. Com o tempo mudei de idéia. A gravidez não aconteceu e tínhamos muita vontade de sermos pais. Por que não adotar? Em 2000 entramos com o pedido de adoção. Quando fomos chamados não acreditei. Nunca minha barriga doeu tanto! Era medo misturado com alegria... A assistente social disse pelo telefone que era um menino de um ano; era mulato e tinha problema. Fomos buscá-lo".
O primeiro encontro
"Vimos no berço da instituição o menininho que, segundo a assistente social, estava pronto para ser adotado. Ele tinha um ano e uma semana, mas tinha o tamanho de uma criança de cinco meses. Desnutrido, com bronquite e infecção na garganta, ele só olhava para baixo, para seus pés, e não ria quando fazíamos cócegas nele. Estava no berço com mais duas crianças. Uma menina que aguardava o tratamento de seus pais agressores e outra com gesso no braço quebrado pelo pai. Foi impressionante ver os olhinhos das crianças pedindo carinho. E que sensação maravilhosa segurá-lo pela primeira vez. Pensei: 'agora ninguém tira ele de mim".
A adaptação
"Tão pequeno e tão frágil. Quando chegamos em casa, ele dormiu por quinze horas seguidas. Quando acordou chorava e não deixava que  a gente o segurasse. Com paciência, carinho e, sobretudo amor, fomos cuidando dele, correndo contra o tempo para evitar que sua desnutrição comprometesse seu desenvolvimento. A família ficou feliz. Os amigos visitavam e nos davam conselhos. Que emoção ver meu marido chegando com as roupinhas, o primeiro sapatinho, os primeiros brinquedos... Nosso sonho se realizando... Devagar ele passou a confiar em nós e cuidar dele me fez a mulher mais feliz desse mundo. Ele foi crescendo, se desenvolvendo e hoje está com sete anos e três meses. Lindo, forte, inteligente, sensível, carinhoso, solidário e o maior presente que recebemos nessa vida!"
Vinícius aos 2 anos
Vinícius aos 2 anos - Meu abraço preferido.
Vida nova
"Ele curou toda a frustração que eu tinha de não conseguir gerar uma criança. Meu filho veio curar meu egoísmo, minha impaciência, minha tristeza. Só penso no bem estar dele. E  só lembro que ele é adotivo quando falo no assunto. Agradecemos a Deus todos os dias. As frustrações, as dores, o desgaste dos tratamentos ficaram para trás".
                                           Natal de 2006.
                             Meu Amor.
                                                           Meu modelo.
                                                       Vinícius aos 7 anos.
                           Eliana, Vinícius e Francisco.
                                    Uma família feliz!
Praia, Sun, Pôr Do Sol, Mulher, Mar

Fonte:http://guiadobebe.uol.com.br/adocao-e-doacao-um-ato-de-amor/


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                Adoção : Ato de amor e  coragem 


Mãe, Bebê, Primavera, Manga, Cartagena


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