Como está a nossa Conta Bancária Emocional?

By Leila Maria - setembro 11, 2016



Foi num domingo a tarde que busquei na estante um livro que preenchesse meu tempo e ai reencontrei “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes” de Stephen Covey que havia lido há 6 anos. Parecia um novo livro. As frases marcadas naquela época pareciam dar recados diferentes. Algo mudou na minha consciência nesses anos.
O que mais chamou atenção foi reler o 3º hábito, quando Covey fala sobre a qualidade dos nossos relacionamentos. E explica de forma metafórica que nosso relacionamento com alguém é como uma conta bancária onde podemos fazer diariamente depósito e retirada e ainda ver o saldo da conta quando quisermos.
A conta bancária emocional é uma metáfora que descreve a quantidade de confiança que acumulamos nos relacionamentos. Faz-se retirada, ao tecer comentários que invalida o outro, falar mal dos ausentes, dar ouvidos às fofocas e trair a confiança. Outra freqüente retirada é a postura de julgar e acusar antes de perguntar. Agindo assim, sem ouvir os dois lados, pode-se cometer injustiças. Ser digno de confiança torna-se cada dia mais uma característica que agrega muito valor a pessoa. Quem não se orgulharia de receber esse elogio? Sabe-se que a queda de confiança deixa contas bancárias no vermelho.
Algumas pessoas fazem diariamente saques automáticos na conta dos colegas. Deixam de dar reconhecimento, mentem, adiam questões importantes. Outros são ásperos, indiferentes aos acertos, calam-se diante das condutas vitoriosas, são incapazes de elogiar, estão sempre em dívida com os colegas de trabalho. Para a Programação Neurolinguistica, comportamento é resposta de comportamento. A relação de confiança depende do investimento feito nesta conta bancária emocional, que ao longo da convivência afasta ou aproxima as pessoas recebendo créditos ou débitos. Segundo Covey, os 6 principais depósitos desta conta são:
1°)a compreensão do outro indivíduo, fazer ao outro o que deseja que façam a você;
2°)prestar atenção às pequenas coisas que as pessoas dizem, entender que gente é feita de sentimentos suaves e emoções intensas;
3°)honrar os compromissos assumidos, garantir a credibilidade;
4°)esclarecer as expectativas, colocar em negociação todas as expectativas;
5°)demonstrar integridade pessoal, gerar confiança;
6°)pedir desculpas sinceras sempre que necessário.
Uma reserva de confiança abundante exige depósitos contínuos. Um bom exemplo é um casamento quando em vez de uma relação de entendimento, a situação cai na acomodação e os cônjuges passam a viver cada um em seu estilo e de modo relativamente tolerante. Essa relação pode se deteriorar ainda mais chegando à hostilidade. O confronto ou afastamento provocam discussões e distanciamento. Isso pode acabar numa guerra fria dentro de casa, que não explode apenas por causa das crianças, pressão social ou proteção da imagem. Pode acabar em guerra total nos tribunais onde as batalhas legais dos egos feridos podem ser levadas adiante durante anos.
Nossos relacionamentos exigem depósitos freqüentes. Sua conta com as pessoas exige cuidado para construir a confiança e amor incondicional. Pense no impacto causado na sua família pelo uso de palavras gentis, obrigado, por favor, ou atos inesperados e prestativos como, levar as crianças para brincar, ou encontrar pequenos meios de demonstrar amor. Para cada retirada são necessários depósitos para repor o saldo.Como está a nossa conta bancária emocional? Será que estamos administrando bem ou estamos no vermelho?
                                                                     Luiza Lopes




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"Virtudes não são acidentes da natureza. Virtudes são algo que se constrói." 
Toni Morrison

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