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Fibromialgia: alimentação é uma importante aliada


 A fibromialgia é unanimemente considerada uma síndrome extremamente debilitante. O tratamento farmacológico revela-se medianamente eficaz, em muitos casos, necessitando de uma associação com outras terapias. Assim, a alimentação assume-se como um importante aliado.


A fibromialgia é considerada uma síndrome, já que se trata de um conjunto de manifestações clínicas, tais como dor, fadiga, edemas, indisposição e distúrbios do sono, os quais podem levar a pessoa a desenvolver uma depressão, síndrome do cólon irritável e até mesmo incómodos ao urinar – ou seja, é uma síndrome dolorosa não-inflamatória.

Esta síndrome é essencialmente caracterizada por uma dor crónica e generalizada, principalmente em tendões e articulações. O nome da síndrome provém do Latim “fibro” (tecido fibroso, tendões, ligamentos, fáscia) e do Grego “mio” (tecido muscular), “algos” (dor) e sufixo “ia” (condição), que junto significa: “condição de dor proveniente dos tendões”. Não se sabe ao certo a sua causa, daí a necessidade de serem efetuados mais estudos científicos a fim de descobrir a génese da fibromialgia.

SÍNDROME COM GRANDE IMPACTO

A fibromialgia é uma doença relacionada diretamente com o sistema nervoso central, porque existe uma alteração nos mecanismos de percepção da dor relativamente a um estímulo de dor crónica, processo inflamatório, infeccioso ou estressante. É uma doença que acomete maior número de pacientes do sexo feminino, com idades geralmente compreendidas entre os 35 e os 50 anos, podendo causar um grande impacto no seu bem-estar, qualidade de vida e desempenho profissional.

O tratamento é, geralmente, constituído por fármacos e tem como objetivo atenuar os sintomas, ou seja, aliviar as dores, melhorar o sono, diminuir a fadiga/cansaço e restabelecer o equilíbrio emocional da pessoa que sofre com esta patologia. Porém, o tratamento farmacológico tem-se mostrado medianamente eficaz na maioria dos casos, necessitando de uma associação com terapias não medicamentosas. Assim, a alimentação assume-se como um importante aliado no tratamento da fibromialgia.

RECOMENDAÇÕES ALIMENTARES

A pessoa que sofre de fibromialgia deve evitar alimentos que contenham cafeína, teína e outras substâncias estimulantes, uma vez que podem atrapalhar o sono, que nos pacientes com a síndrome já se encontra prejudicado. Aconselha-se, em alternativa, a ingestão de infusões com propriedades calmantes, ou seja, que induzam o sono: erva-cidreira, passiflora, hortelã, melissa e camomila.

Devido a uma ingestão prolongada de medicamentos analgésicos, utilizados para aliviar as dores, recomenda-se o aumento da ingestão de alimentos ricos em ácido ascórbico (vitamina C) e potássio, como frutas cítricas, manga, papaia, kiwi, morango, acerola, brócolos, banana, farelo de aveia, nozes e damasco. Importante também são os alimentos ricos em cálcio (que se encontram em amêndoas, couves, brócolos, agrião, leite, iogurtes e outros lacticínios, preferencialmente magros, atum e feijão); e em magnésio (sementes de abóbora e girassol, gergelim, banana, grão-de-bico, lentilhas, quiabo, algas marinhas, couves, grânola, aveia, arroz integral e tofu). Estes minerais são fundamentais e melhoram a contração muscular e a transmissão dos impulsos nervosos.

A coenzima Q10 também é um nutriente importante no tratamento da fibromialgia, já que atua em sinergia com a vitamina A e E, melhorando e beneficiando o sistema imunitário.

Porém, como a maioria das pessoas que sofrem de fibromialgia desenvolve uma depressão, a ingestão de alimentos ricos no aminoácido triptofano é importante, dado que este é essencial para a produção de serotonina – neurotransmissor que confere uma sensação de bem-estar e relaxamento, vulgarmente designado como a “hormona da felicidade”. Este aminoácido pode encontrar-se em alimentos como carnes magras (peito de peru e peito de frango), leite desnatado e banana, por exemplo.

Segundo alguns estudos, uma alimentação vegetariana ou uma alimentação pobre em proteínas de origem animal e rica em proteínas de origem vegetal têm-se revelado eficazes na redução da sintomatologia fibromiálgica. O mesmo se aplica ao incremento do consumo de alimentos mais naturais, como frutas, vegetais, legumes e hortaliças, e a uma diminuição da ingestão de alimentos industrializados, que também são ricos em sal, açúcares e gorduras (principalmente as gorduras trans).

Aconselha-se a comer mais peixe do que carne, porque a digestão do pescado é mais fácil e os seus benefícios para a saúde também são mais evidentes.

Uma alimentação equilibrada, rica em alimentos antioxidantes e anti-inflamatórios, auxilia no tratamento da doença. Se necessário, para conseguir por em prática uma dieta mais equilibrada e personalizada, consulte um nutricionista.

ALIMENTOS A EVITAR

Existem alimentos que, quando consumidos diariamente ou em excesso, comprometem a saúde do doente com fibromialgia, podendo mesmo desencadear alguns dos sintomas. Esses alimentos são:

Ricos em oxalatos, como espinafres, acelga ou beterraba.

Ricos em purinas, como vísceras, carnes vermelhas e mariscos.

Ricos em gorduras saturadas, como carnes vermelhas gordas, produtos de charcutaria e de salsicharia, manteiga e lacticínios gordos.

Alimentos vegetais da família das solanáceas, como tomate, batata e berinjela.

E ainda: álcool, café, chá, açúcares e sal.

OUTRAS RECOMENDAÇÕES:

Para quem fuma, como já é sabido, a nicotina é uma substância estimulante e que deve ser evitada.

Algumas atitudes e comportamentos, como situações de grande ansiedade, stress perto da hora de ir dormir, ler ou estudar na cama, ver televisão na cama, por exemplo, também devem ser evitados.

Estabeleça um horário regular para dormir. Cumprir um horário pré-estabelecido é importante para uma boa noite de sono, contribuindo para o tratamento da fibromialgia.

Referências bibliográficas

SIENA, Larissa Renata; MARRONE, Lucievelyn. A influência da alimentação na redução ou agravamento dos sintomas apresentados em pacientes portadores de fibromialgia. Revista Saúde e Pesquisa, v. 3, n. 3, p. 339-343, set-dez, 2010.

BRIOSCHI, Elisangela F. C. et al. Nutrição funcional no paciente com dor crônica. Rev Dor, 2009; 10: 3: 276-285.

O que é fibromialgia. 

Disponível em: http://www.fibromialgia.com.br/novosite/index.php?modulo=pacientes_artigos&id_mat

Artigo da responsabilidade do Dr. Alexandre Fernandes, nutricionista





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