Hepatites virais: saiba como se prevenir

By Leila Maria - maio 23, 2017


Compartilhar utensílios de manicure, de tatuagem, escova de dentes ou transar sem camisinha são descuidos que podem causar sérias inflamações no fígado (hepatite) e levar à cirrose, câncer e até à morte. Por ano, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive-SC), são em média de 500 mortes relacionadas às hepatites em Santa Catarina.

                          
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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) realizaram nesta terça-feira o Fórum Catarinense sobre Hepatites Virais. Dirigido a profissionais da saúde, o evento ocorreu na Alesc, em Florianópolis, para debater tratamentos e experiências. 
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— Novas tecnologias de diagnóstico, como o teste rápido para as hepatites B e C, já estão incorporados ao SUS. A vacina contra a Hepatite B também está disponível na rede pública e novos tratamentos são oferecidos, o que garante melhor qualidade de vida ao portador da doença. Nosso interesse é a capacitação e a atualização dos profissionais de saúde em relação ao tratamento, ao diagnóstico e à prevenção das hepatites — enfatiza Eduardo Macário, diretor da Dive. 

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SAIBA MAIS SOBRE HEPATITES VIRAIS
Os tipos B e C são os mais graves, também existe o A que é comum e é curável e o D e E, que são mais raros. Entenda as peculiaridades de cada um:
Tipo B
É considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). Um dos principais meios de transmissão é por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo.
Previna-se
Tome as três doses da vacina, use camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhe objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, instrumentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. Recém-nascidos de mães portadoras do vírus devem receber imunoglobulina específica e vacina imediatamente após o parto, para diminuir o risco de transmissão vertical.
Tipo C
A infecção crônica possa levar à fibrose do fígado e, por fim, à cirrose. É uma infecção transmitida principalmente pelo sangue. Quem recebeu transfusão de sangue antes de 1993 pode ter a doença. No Brasil, atualmente há um rigoroso controle de qualidade dos bancos de sangue, tornando mínimo o risco de adquirir a doença em transfusões.

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Previna-se
Não há vacina contra a hepatite C, por isso o melhor método para evitar a doença é a prevenção. As indicações são: não compartilhar escovas de dente, lâminas, tesouras e outros objetos de uso pessoal, além de seringas e instrumentos usados na preparação e consumo de drogas injetáveis/inaláveis, pois podem conter sangue contaminado pelo vírus. Priorize o uso de instrumentos próprios de manicure/pedicure ou a correta esterilização desses materiais pelos estabelecimentos de estéticas e profissionais autônomos, que incluem o uso de autoclave.
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Semelhanças (entre B e C):
Sintomas
A maioria dos casos de hepatite B e C não apresentam sintomas. Porém, quando ocorrem, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção.
Diagnóstico
O diagnóstico pode ser feito por meio de sorologias específicas ou de teste rápido. O teste rápido consiste na coleta de uma gota de sangue e pode ser realizado em até 30 minutos. Está disponível em 90% dos municípios catarinenses. 
Tratamento
É definido de acordo com a gravidade de cada caso. Os tratamentos com medicamentos _ que são disponibilizados pela rede pública em Santa Catarina _  têm 95% de chance de cura.   
Outros tipos

Hepatite A: 
é uma doença contagiosa e sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. Prevenção passa por lavar bem as mãos, alimentos e adotar medidas de higiene. A doença é totalmente curável e em menos de 1% dos casos causa insuficiência hepática aguda grave.
Hepatite D: esse vírus depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa. Sua transmissão é igual a da hepatite B.
Hepatite E: é mais frequente na África e na Ásia, seu contágio é fecal-oral devido a condições precárias de saneamento básico.
Fonte: Dive. Confira mais no site
Fotos:Google imagens



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