29 de maio de 2015

# reflexão

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos."



Aos primeiros raios da manhã pássaros ensaiam 
o despertar de um novo dia. 
A brisa da noite banha os campos quais lágrimas 
de felicidade por mais um amanhecer.
Alargando os limites da minha visão, 
vislumbro uma das arvores a balançar-se 
vagarosamente como se estivesse embalando-se 
ao sabor dos suaves ventos matutinos.
Seus galhos nenhuma folha… Sua altura… Um desafio de equilíbrio. 
Todavia, ali, a balançar-se se descortinava o limiar da vida. 
Aquela espécie quase morta ou apenas adormecida aguardava nova estação. 
Quando despertaria do sono natural para seguir 
a trajetória da renovação da natureza? 
Talvez numa nova roupagem ornada de folhas, flores ou frutos 
e receber em seus tentáculos algumas espécies gorjeando 
e redescobrindo o encanto das visitas e da musicalidade silvestre. 
Os galhos ressequidos não apontavam para o chão. 
Lá nas entranhas da terra havia vínculos, 
quais veias de renovado calibre a buscar os nutrientes físicos. 
Apontando para o Céu quais dedos emparelhados, suplicava ao Pai Eterno, 
nova oportunidade para lançar-se revigorada, 
como se fosse um novo período de vida, 
ornada com os fragmentos de leis imutáveis.
O balanço… O gemido aos roçar-se nas outras, mais pareciam lamentos num 
vai-e-vem sem fim. 
O sol aparece, e num diálogo de luz, lá está ela sugerindo formas 
e cores imagináveis rendilhando-se no chão ornadas por ondas 
do infinito confidenciando-me: 
Feliz é aquele que consegue enxergar além dos olhos do corpo… 
E assim eu te reverencio… 


 Fonte:gotasdepaz.com.br