Blog da Amizade Amigos de Leilanina

25 de abril de 2014

Dá de te mesmo



Declaraste não possuir dinheiro para auxiliar. 
 Acreditas que um pouco de papel ou um tanto de níquel te 
substituem o coração? 
 Esqueces-te, meu filho, de que podes sorrir para o doente e 
estender a mão ao necessitado? 
 A flor não traz consigo uma bolsa de ouro e, entretanto espalha 
perfume no firmamento. 
 O céu não exibe chuvas de moedas, mas enche o mundo de luz. 
 Quanto pagas pelo ar fresco que, em bafejos amigos, te visita o 
quarto pela manhã? 
 O oxigênio cobra-te imposto? 
 Quanto te custa a ternura materna? 
 As aves cantam gratuitamente. 
 A fonte que te oferece o banho reconfortador não exige 
mensalidade. 
 A árvore abre-te os braços acolhedores, repletos de flor e fruto, 
sem pedir vintém. 
 A bênção divina, cada noite, conduz o teu pensamento a bendito 
repouso no sono e não fazes retribuição de espécie alguma. 
Habitualmente sonhas, colhendo rosas em formoso jardim, junto de 
companheiros felizes; no entanto, jamais te lembraste de agradecer 
aos gênios espirituais que te proporcionam venturoso descanso. 
 A estrela brilha sem pagamento. 
 O Sol não espera salário. 
 Porque não aprenderes com a Natureza em torno? 
 Porque não te fazeres mais alegre, mais comunicativo, mais doce? 
 Tens a fisionomia seca e ensombrada por faltar-te dinheiro 
excessivo e reclamas recursos materiais para ser bom, quando a 
bondade não nasce dos cofres fortes. 
 Sê irmão de teu irmão, companheiro de teu companheiro, amigo 
de teu amigo. 
 Na ciência de amar, resplandece a sabedoria de dar. 
 Mostra um semblante sereno e otimista, aonde fores. 
 Estende os braços, alonga o coração, comunica-te com o próximo, 
através dos fios brilhantes da amizade fiel. 
 Que importa se alguém te não entende o gesto de amor? 
 Que seria de nós, meu filho, se a mão do Senhor se recolhesse a 
distância, por temer-nos a rudeza e a maldade? 
 Dá de ti mesmo, em toda parte. 
 Muito acima do dinheiro, pairam as tuas mãos amigas e fraternais.