7 de março de 2014

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados…

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Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados…
Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma lady solta palavrões e berros que
lembram as antigas trabalhadoras do cais…
E o bem comportado executivo? O cavalheiro se transforma numa besta selvagem
no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar…
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento,
o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido
uma mala sem alça.
Aquela velha amiga uma alça sem mala, o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a
dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado…
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer
ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida,
sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes
está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é ansioso demais onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?Por quem?Seu coração vai aguentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire… Acalme-se…
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar
o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência…


Arnaldo Jabor